ESSAS RUAS VAZIAS SEM VOCÊ


É uma noite fria de inverno, as ruas estão vazias. Os carros que nessa avenida passavam, foram se esvaindo. E com eles a minha esperança.

Já é quase meia noite, a gente acabou de ter uma discussão e eu resolvi, por impulso, sair de casa. Bati a porta sem me despedir. Todas aquelas palavras me afetaram de um jeito que, só Deus para me tirar toda essa agonia de dentro do meu peito agora. E a cada metro de distância de você meu coração doí. E cada segundo sem meu celular vibrar por uma notificação sua minha esperança vai sumindo também.

As ruas já estão desertas, estou passando na frente daquela casa em que costumávamos sonhar que um dia seria nossa. Foi nas curtas caminhadas para a sua casa que planejamos nosso futuro. O nome dos nossos filhos. O nosso cachorro, nosso gato e talvez até uma coruja. Já estava tudo planejado. Ainda está. Mas agora tudo parece tão incerto, frágil. Me sinto vulnerável, e não é porque está frio e estou andando a essa hora sozinha, é por ter visto seus olhos tristes após toda aquela briga. E se você, por um acaso, resolver escrever outra história a não ser a nossa? E os nossos planos? Nossa casa?

Por que você não me liga?

Meu estômago chega a embrulhar, o frio na barriga se instala e já não sei o que fazer ou para onde ir. Continuo andando. O ponteiro do meu relógio gira lentamente e me tortura lembrando que já é tarde e nada de você aqui. Sei que não devo esperar, mas você me conhece, torço para te ver a cada rua que passo e que já passamos juntos.

E enquanto todo esse sentimento de vazio percorre o meu âmago, você me encontra e diz que já posso voltar para a casa.

Um comentário:

  1. Olá! Gostei bastante do texto. Dá pra perceber a emoção ecoando em suas linhas. Sua escrita também é excelente, parabéns. Aguardando os próximos textos. Bjs

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